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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Não tem que ser assim

Não vim aqui, não falei disto, mas falo agora. Porque sim, porque apesar de já ter passado ainda está assim como que "entalado" na garganta.

 

A promessa do F. deixou-me furiosa. 

Furiosa também é forte demais. Desconfortável talvez. Sabem que é complicado gerir situações em que temos posições opostas. E como isso quase nunca acontece connosco, mais dificil se torna quando acontece.

 

Eu não gosto de promessas. Eu nunca fiz uma promessa na vida. E não digo que nunca farei porque não devemos dizer que desta água não beberei. 

Para mim uma promessa é uma condição que se põe a Deus. Há sempre um "se" no meio. Parece um negócio. E eu não consigo sentir a minha relação com Deus assim.

 

Mas o F. nasceu e foi criado na Bimbolândia (onde isso é prática corrente) no seio de uma familia onde este género de situções é o prato do dia. Promessas a este e áquele santo, velinhas aqui e ali, rosários, terços, novenas por isto e por aquilo. Tudo se resolve com promessas, com velas, com novenas. Para todos os males há um santo encarregue do assunto.

 

Há muito que me habituei a esta "religiosidade" da casa da minha sogra, nunca pensei é que viessem rastos dela para minha casa.

 

E as coisas azedaram quando eu disse alto e bom som, para quem quis ouvir que ir a pé a Fátima era um disparate, não tinha valor nenhum. Fui politicamente incorreta mas eu estava farta.

Que bem traz ao mundo tamanho esforço, tanto sofrimento? Como é que o F., que tem formação pode pensar que é isso que Deus espera de nós? Sofrimento até ao limite das nossas forças? Para quê?

 

Preparei-lhe tudo o que precisava, estive com ele no caminho, fui buscá-lo quando ele chegou porque acredito ser esse o meu lugar- ao lado dele.  Mesmo não concordando...

 

Quando chegou acabou por me dizer que o padre que ia com eles na peregrinação lhe tinha dito o mesmo que eu. Que não era nada disto que Nossa Senhora queria. Que ela é mãe, que não precisa de promessas, que dá de coração aberto como fazem todas as mães. Mas mesmo para aqueles que necessitam de prometer algo, então que prometessem algo util. Ajudar alguem, tornar o mundo melhor.

Este padre leva um grupo enorme de peregrinos com ele, numa organização fantástica proporcionada por uma associação que se dedica a fazer o bem. E leva-os não porque concorde com eles, mas porque sente que o seu lugar é ali, porque sente que aquele é o seu rebanho.

 

Espero que se houver próxima vez, o F. se lembre do que ouviu.

Não tem que ser assim... há outros caminhos... há outras estradas para percorrer.

 

 

 

 



3 comentários:
De Anjos a 17 de Maio de 2008 às 09:27
Concordo plenamente contigo... Para quê sujeitarem-se a um sofrimento daqueles se outras formas de agradecer as graças obtidas. Como tu própria disseste ajudar os outros, alguém que precise da nossa ajuda, como por exemplo fazendo voluntariado, eu própria gostava de o fazer mas infelizmente não tenho mesmo tempo. Beijocas!


De me a 19 de Maio de 2008 às 11:56
Realmente existem zonas do país em que esse tipo de costumes está mais enraizado! (no meu também que eu só lá de perto)
Bjokinhas


De Júlia a 21 de Maio de 2008 às 10:40
Amiga, faço tuas as minhas palavras. Não me parece que é fazendo sacrifícios desde género, que, supostamente, agradaremos a Deus.
Talvez, ele tenha aproveitado a caminhada, para a reflexão... sei lá... digo eu.
Bjs.


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