Olha eu...

Frescos e fofos

Um xi-coração do tamanho ...

Se não fosse sério tinha ...

Memórias

Outubro 2013

Fevereiro 2013

Outubro 2012

Setembro 2012

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

tags

todas as tags

Lilypie 6th to 18th Ticker
Lilypie 6th to 18th Ticker

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Um xi-coração do tamanho do mundo!!!

Estive agora a ler os comentários que me deixaram ao último post.

Queria responder um por um mas não consigo, não tenho palavras que cheguem para agradecer a força, o apoio, o animo... tudo o que me deixaram.

E às vezes ainda o F. me pergunta porque mantenho o blog...

 

É verdade que as coisas não correram muito bem no primeiro tratamento. 

É verdade que eles podiam e deviam ser melhor atendidos. 

É verdade que trabalhar num hospital de dia de oncologia é desgastante para qualquer um e por muito forte que a pessoa seja é sempre dificil lidar com tanto sofrimento, tanto desespero.

É verdade que eu tinha refilado mais, talvez porque me apercebesse do que se estava a passar, coisa que eu não posso pedir nem ao meu pai nem à minha mãe.

É verdade que o Ben u ron tinha que ser administrado pelo hospital e não pela minha mãe. 

É verdade que eu talvez tivesse pedido mais explicações à enfermeira pela asneira.

É verdade que eu não saia dali com a explicação de que o medicamento era um quimico, porque todos eles têm nome comercial ou DCI.

 

Mas temos que relativizar. Para continuarmos em frente.

 

Porque a maior verdade de todas, a que realmente importa é que há esperança. Que não se repetiu com o meu pai o cenário de há 16 anos com o meu avô, quando nos disseram que ele tinha 6 meses de vida (acabaram por ser 8).

Que acordamos todos os dias com fé de que esta fase será só uma má fase, que vai durar um ou dois anos, e que vai ficar na memória só como uma nuvem negra.

Que quando olho "para a frente" imagino o meu futuro sempre com o meu pai presente, imagino que vão poder envelhecer juntos como sempre quiseram. 

 

Este post é só para vos agradecer a todas pelo facto de existirem, de se preocuparem e de serem minhas amigas.

 

Glitter Para Orkut

 

 

 

 

 

 

Tou...: Uma beijoca grande para todas


Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Se não fosse sério tinha graça

O meu pai iniciou ontem a quimio.

Confesso que estávamos todos apreensivos. Os cenários que nos tinham pintado incluiam muitas náuseas, vómitos, mal-estar, fraqueza...

Felizmente o meu pai está muito bem. Nada de efeitos secundários. Está a tomar comprimidos que fazem parte do tratamento e só vai ao hospital de 3 em 3 semanas, o que lhe permite levar uma vida normal.

Para terem uma ideia, enquanto a quimio corria ele esteve ao telefone a tratar de negócios mais de metade do tempo e na outra metade a ler o jornal!

 

No serviço estavam duas enfermeiras, uma mais velha, outra mais novita... mas nenhuma era estagiária!

Puseram o soro a correr, tudo correu bem até quase ao fim quando o meu pai começou a queixar-se de dores na mão. A mais nova foi lá ver, mexeu e remexeu no soro, e concluiu que estava tudo bem. Aumentou a velocidade do soro. E as dores aumentaram.

 

2ª tentativa de diminuir as dores.

Enfª- Não isto está tudo bem. Eu vou ali buscar gelo.

E pôs-lhe gelo na mão

 

Chega a 2ª enfª, a mais velha, olhou para o meu pai e disse à minha mãe

-Então a minha colega já lhe disse o que não pode fazer?

- Não, não nos disse nada.

- Então o Sr. não pode mexer em nada gelado, não pode lavar as mãos com água fria, não pode beber nada gelado, não pode comer gelados. Nada de coisas frias.

 

Lembram-se o que e que o meu pai tinha em cima da mão? E quem é que lá o pôs?

 

As dores continuaram. A minha mãe levantou a hipótese de lhe dar um comprimido.

 

1ª Enfª- Pode dar. Um Ben u ron se tiver. Nós aqui não temos... (boa! Não há analgésicos num hospital. Ou seria preguicite da enf que não o quis ir buscar?)

A minha mãe tinha o comprimido na carteira. E água? Onde havia? Na máquina do serviço, ali ao canto.

Certo... adivinhem o que saia da máquina... certo!!!!  Água gelada, que os doentes não podem beber!

 

E quando a minha mãe perguntou que medicamento tinha sido administrado ao meu pai a  parva da enfermeira só respondeu:

-Ah... isto é um medicamento quimico que há aqui no hospital.

(como se houvesse perfusões endovenosas de chá !!! )

 

Santa ignorância! Ou será que é santa incompetência?!?

 

 

Tou...: Será para rir ou para chorar


Outubro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


O signo da mamã

Tic Tac

Sala de visitas

Cuscar e espiolhar

 

Online