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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Se não fosse sério tinha graça

O meu pai iniciou ontem a quimio.

Confesso que estávamos todos apreensivos. Os cenários que nos tinham pintado incluiam muitas náuseas, vómitos, mal-estar, fraqueza...

Felizmente o meu pai está muito bem. Nada de efeitos secundários. Está a tomar comprimidos que fazem parte do tratamento e só vai ao hospital de 3 em 3 semanas, o que lhe permite levar uma vida normal.

Para terem uma ideia, enquanto a quimio corria ele esteve ao telefone a tratar de negócios mais de metade do tempo e na outra metade a ler o jornal!

 

No serviço estavam duas enfermeiras, uma mais velha, outra mais novita... mas nenhuma era estagiária!

Puseram o soro a correr, tudo correu bem até quase ao fim quando o meu pai começou a queixar-se de dores na mão. A mais nova foi lá ver, mexeu e remexeu no soro, e concluiu que estava tudo bem. Aumentou a velocidade do soro. E as dores aumentaram.

 

2ª tentativa de diminuir as dores.

Enfª- Não isto está tudo bem. Eu vou ali buscar gelo.

E pôs-lhe gelo na mão

 

Chega a 2ª enfª, a mais velha, olhou para o meu pai e disse à minha mãe

-Então a minha colega já lhe disse o que não pode fazer?

- Não, não nos disse nada.

- Então o Sr. não pode mexer em nada gelado, não pode lavar as mãos com água fria, não pode beber nada gelado, não pode comer gelados. Nada de coisas frias.

 

Lembram-se o que e que o meu pai tinha em cima da mão? E quem é que lá o pôs?

 

As dores continuaram. A minha mãe levantou a hipótese de lhe dar um comprimido.

 

1ª Enfª- Pode dar. Um Ben u ron se tiver. Nós aqui não temos... (boa! Não há analgésicos num hospital. Ou seria preguicite da enf que não o quis ir buscar?)

A minha mãe tinha o comprimido na carteira. E água? Onde havia? Na máquina do serviço, ali ao canto.

Certo... adivinhem o que saia da máquina... certo!!!!  Água gelada, que os doentes não podem beber!

 

E quando a minha mãe perguntou que medicamento tinha sido administrado ao meu pai a  parva da enfermeira só respondeu:

-Ah... isto é um medicamento quimico que há aqui no hospital.

(como se houvesse perfusões endovenosas de chá !!! )

 

Santa ignorância! Ou será que é santa incompetência?!?

 

 

Tou...: Será para rir ou para chorar

publicado por Migas às 23:31

link do post | Colecção de pérolas

De guguinha a 13 de Março de 2008 às 17:15
Olá Migas. Estou estupefacta com o que dizes. Não sei qual o hospital onde o teu pai anda em tratamento. Não sei qual o diagnóstico do teu pai. Mas trabalhei quase 10 anos em Hospital de dia de quimioterapia, sempre tivemos água natural ou fresca para os doentes, com gás ou sem gás, dava-se a que o doente preferisse. No 1º dia que o doente ía a tratamento, era feita uma chamada "entrevista" em que colhiamos dados do doente,davamos toda a informação necessária e pedida pelo doente ou acompanhante. Sempre tivemos muito cuidado em alertar para o facto de se durante a perfusão do quimico ,senti-se alguma coisa de diferente,fosse dor, ardor,calor, para nos alertar logo, há muitos quimicos que se não perfundirem na veia queimam mesmo! A dor pode também ser devido ao próprio quimico, que devido a sua composição ou diluição pode provocar grandes dores ao longo do trajecto da veia. Muitas vezes tem de perfundir mais lento ,que o que, está prescrito. Outras vezes tinhamos de colocar um soro simples em simultâneo,para não ser tão agressivo.
É estranho não terem um simples Ben-u-ron, estamos em contenção de custos anível de saúde(apesar de o ministro dizer o contrário!) , mas não em Ben-u-rom, certo é que já se deixou de comprar e fornecer aos doentes determinados medicamentos que eram muito eficazes para a naúsea e vómito por serem muito caros. Assim com determinados medicamentos usados em quimioterapia ,que o médico tem de justificar muito bem e pedir autorização a administraçãodo hospital.
O problema é que vai trabalhar para este tipo de serviço ,pessoal ,muitas vezes recem formado, e que não gosta deste tipo de trabalho.São por vezes muito jovens e nem eles próprios conseguem lidar com a dor e o sofrimento que esta doença provoca. É como em todas as profissões.Só que noutras áres se não gostarmos damos meia volta e vamos embora , ali não estamos doentes e dependemos de terceiros
Eu sei que o doente oncológico é especial ,para mim e para todas as minhas ex- colegas do hospital de dia. Mas também te digo que desde que eu saí já entrou muitas enfermeiras, e que estão lá porque não arranjam outro local para trabalhar. É triste mas foi a isto que se chegou com todas estas reformas, coma saída de tantos jovens das escolas e que agora não teem onde exercer.
Depois há aqueles que não gostam mesmo daquilo que fazem, só foram para essa area ,porque foi a única onde conseguiram entrar.
Depois há o famoso livro de reclamações ,que eu digo sempre para usarem, o que fica escrito pode melhorar, o que é dito verbalmente fica só no ar. Boa sorte para o teu pai, qualquer duvida ,qualquer problema dispõe, Beijinho grande, Guguinha


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